Uma casa que existe para ser habitada
A Solarine não foi pensada como uma estrutura de serviço. Foi pensada como uma casa — com varanda, mesa de refeição, jardim e uma equipe que faz parte da rotina de cada pessoa.
← Voltar ao inícioDe onde veio a Solarine
A Solarine começou de uma conversa entre irmãs que tentavam, por meses, encontrar um lugar para a mãe — alguém que continuava ativa, gostava de companhia e não precisava de estrutura hospitalar, mas que havia ficado sozinha em casa depois que o pai faleceu. Os lugares que visitaram eram ou muito parecidos com clínicas ou grandes demais para que alguém se sentisse em casa.
A casa no bairro de Perdizes surgiu em 2016 — um sobrado com quintal que as irmãs reformaram mantendo as proporções de uma residência. Quatro quartos no início, equipe formada por pessoas que já trabalhavam com acompanhamento de idosos há anos. O primeiro morador se chamava seu Ernesto e chegou em junho.
Hoje a Solarine tem capacidade para doze residentes permanentes, além das vagas do programa diurno e da estadia temporária. O que não mudou foi o tamanho da mesa e o ritmo da cozinha.
O que orienta o dia a dia
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O ritmo da casa vem primeiro
Café às 8h, almoço ao meio-dia, cochilo depois, café da tarde às 15h30. As atividades cabem dentro dessa moldura — não ao contrário.
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A família é bem-vinda
Visitas sem horário marcado das 9h às 20h. Reuniões mensais abertas. A presença da família não atrapalha — faz parte.
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O jardim é de todos
Quem quiser plantar, planta. Quem quiser só sentar, senta. O jardim não é decoração — é um espaço de uso real da casa.
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Transparência com as famílias
Carta mensal por escrito, reunião de família, telefone direto com a coordenação. Sem mensagens padronizadas — conversas reais sobre a pessoa.
Quem faz parte da Solarine
A equipe é pequena por escolha. Cada pessoa que trabalha na casa conhece cada morador pelo nome — e pelas histórias também.
Mariana Cardoso
Coordenação geral
É uma das fundadoras da Solarine. Acompanha a admissão de cada morador e mantém o canal direto com as famílias. Está na casa de segunda a sexta e às vezes aos sábados de manhã.
Roberto Santos
Cozinheiro e responsável pela cozinha
Trabalha na Solarine desde o segundo mês de funcionamento. Conhece as preferências alimentares de cada pessoa e consulta as famílias antes de mudar o cardápio de quem tem restrições.
Tânia Ferreira
Acompanhante sênior — turno da manhã
Tem formação em cuidados com idosos e quinze anos de experiência. Conduz as atividades da manhã e mantém o dia board da casa atualizado para que todos saibam o que acontece no dia.
Pedro Oliveira
Educador físico — atividades em grupo
Três vezes por semana, Pedro conduz as sessões de movimentação leve em grupo. O trabalho dele respeita o ritmo de cada pessoa — ninguém é pressionado a participar.
Luísa Nunes
Acompanhante — turno da tarde e noite
Está na casa no período da tarde e à noite durante a semana. Conhece bem as preferências de cada morador para o horário do jantar e da hora de dormir.
Ana Campos
Coordenação de finais de semana
Garante que o ritmo da casa nos finais de semana seja o mesmo dos dias úteis. Organiza as atividades do sábado e acompanha as visitas das famílias.
Como a casa funciona na prática
Alguns aspectos do funcionamento da Solarine que as famílias costumam perguntar antes de escolher.
Equipe presente vinte e quatro horas
A casa nunca fica sem acompanhante. Os turnos se sobrepõem para que a passagem de plantão aconteça com os moradores ainda acordados.
Cozinha interna — sem fornecedores externos
As refeições são preparadas dentro da casa todos os dias. O cardápio semanal considera preferências individuais e possíveis restrições anotadas na admissão.
Privacidade e sigilo
Informações sobre os moradores são compartilhadas apenas com familiares autorizados e, quando necessário, com profissionais de saúde externos indicados pela família.
Reunião de orientação na chegada
Antes de qualquer admissão, a família participa de uma reunião presencial para alinhar rotinas, preferências alimentares, horários de visita e combinados práticos.
Carta mensal para as famílias
Famílias de residentes permanentes recebem mensalmente uma carta escrita pela coordenação com notícias do mês, atividades realizadas e observações sobre o morador.
Segurança da edificação
O imóvel possui certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros atualizado, extintores revisados e iluminação de emergência em todos os corredores.
Uma residência de pequeno porte em Perdizes
A Solarine funciona em uma casa reformada na Rua Havaí, no bairro de Perdizes, em São Paulo. O bairro foi escolhido pela escala humana das ruas, pela proximidade com parques e pela facilidade de acesso tanto de carro quanto de transporte público para as famílias que vêm visitar.
A proposta de uma residência de pequeno porte — com no máximo doze moradores permanentes — não é apenas uma escolha de gestão. É uma escolha de convívio. Em casas menores, a equipe conhece cada pessoa por inteiro: o que gosta de comer no café da manhã, quem prefere ficar quieto de tarde, quem quer ouvir música enquanto almoça.
Ao longo dos anos, as famílias que buscaram a Solarine chegaram por caminhos parecidos: um momento de mudança na rotina familiar — uma viagem longa, uma transição de moradia, ou simplesmente a percepção de que a pessoa mais velha estava ficando sozinha mais do que devia. O que encontraram foi uma casa com cadeiras confortáveis, refeições quentes e uma equipe que não muda a cada semana.
A Solarine não se descreve como referência em nada. Prefere ser conhecida pelo que é: um lugar com jardim, mesa e companhia — no ritmo de quem mora lá.
Venha ver a casa por dentro
Agendamos visitas presenciais sem compromisso. Você conhece os espaços, conversa com a equipe e leva folhetos para casa para ler com calma.
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